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Morte da Forever 21 é lição sobre se reinventar para continuar relevante

UOL Tecnologia

21/10/2019 04h00

Vocês conhecem bem: a Forever 21 é uma varejista de moda com crescimento meteórico pelo mundo. Chegou a faturar bilhões de dólares até que mês passado entrou em recuperação judicial.

Na sequência deste acontecimento, muitos textos pipocaram explicando todos os erros e acertos da empresa, que já foi a queridinha dos jovens fashionistas.

Nas últimas décadas assistimos muitas empresas tradicionais de renome fracassarem, perderem sua relevância, importância e muitas quebrando e fechando as portas. Dos exemplos mais famosos — e também cansativamente citados por palestrantes — como Kodak e Blockbuster, a milhares de outros menos conhecidos.

Engana-se quem acredita que se trata apenas de empresas pré-internet. Para cada exemplo de empresa tradicional, encontraremos uma empresa digital que ficou pelo caminho.

Diferente de justificar causas e consequências de cada uma, acho que seria interessante analisar esses casos por outro ângulo: a surpresa que a morte de uma empresa famosa traz para algumas pessoas.

Gostamos de acreditar que as empresas duram pra sempre, mas é bem raro encontrar empresas de 150 anos. Muitas morrem na infância e, das que sobrevivem, a maioria absoluta viverá menos que um ser humano.

E, assim como os seres humanos, o auge dura pouco. Para ter uma ideia, a permanência média na lista da S&P 500 (maiores empresas norte americanas listadas na NYSE e NASDAQ) é de apenas 15 anos.

No fundo, seria possível resumir o erro como um só: não mudar. As razões são inúmeras, mas uma se destaca: a gigantesca aversão ao risco. Errar é importante. Errar é resíduo natural do processo de evolução, do aprendizado. É preciso errar rápido e acertar o rumo. Isso não tem sido feito pela maioria das empresas.

Como profissionais, nós também precisamos nos reinventar várias vezes para continuar sendo relevantes. E nesta jornada vamos colecionar cases de fracasso e de sucesso.

Mas a grande lição é entendermos que empresas são muito parecidas com seres humanos. O auge dura pouco, a morte é certa. A diferença é que nosso limite é físico; das empresas, mental.

Profissionais e empresas que não mudam –como os palestrantes gostam de dizer– o "mindset" [modo de pensar], vão continuar morrendo e sendo substituídos por outros.

Sobre o Autor

Ricardo Cavallini é jurado do programa Batalha Makers Brasil, fundador da plataforma Makers e criador do RUTE, o kit educacional eletrônico mais acessível do mundo. Já escreveu seis livros sobre tecnologia, negócios e comunicação, foi apontado como uma das mentes mais inovadoras do setor no Brasil e recebeu dezenas de prêmios internacionais. Além de ter fundado a primeira agência digital do país, foi diretor de empresas como F/Nazca Saatchi & Saatchi, Euro RSCG 4D, W/Brasil e Organic inc. Na WMcCann, era vice-presidente de convergência.

Sobre o Blog

No blog, vai trazer dicas, debates e os vídeos que faz para quem curte o universo maker --sempre com uma linguagem fácil, para quem ainda não é expert.

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